quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desabafo...


Desde segunda de noite, eu e o Gui temos andado nos estranhando e discutindo muito; sobre coisas que precisam ser melhoradas no nosso relacionamento e em nós mesmos. Esta situação já é ruim quando você está no seu país, em que você acorda no outro dia e vai ao seu trabalho e ele ao dele, vemos amigos ou pessoas que temos afinidade nos distraímos, e conseguimos pensar nos motivos de discórdia com mais calma, e voltar para casa um pouco mais renovados. Porém, esta situação é péssima quando se está em outro país, não tem seus amigos por perto e tampouco você ou ele saem para trabalhar e ver outras pessoas de quem gostem ou tenham afinidade e se distraiam. As coisas se passam como uma bola de neve...

Hoje, pela manhã, conversamos um pouco, estávamos melhor; e então decidi ir à aula de Espanhol. Saí, meio que sem querer ir, pensando em voltar; mas fui, me obriguei a ir. Entrei no metro, e coloquei meus fones de ouvido e fui escutando um pouco das aulas de espanhol, que eu tinha ali no celular. Ao chegar na estação final, ajudei uma velhinha a subir as escadas, conversei um pouco com ela, e continuava a ouvir o som das aulas que vinham do meu celular.

Só que eu deixava o meu celular atrás da mochila, em um lugar que eu sempre soube não ser muito seguro; que hoje mesmo pensei em mudá-lo de lugar. Porém não o fiz. De repente, quando estava atravessando a Rua San Martin, em frente a Plaza de Mayo, com muito movimento nas ruas, parei de ouvir as aulas. Demorei alguns segundos para verificar na bolsa da minha mochila o que tinha se passado, e quando fui verificar, minha mochila estava aberta e meu celular não estava mais lá: FUI ROUBADA. Demorei mais algum tempo para realmente entender o que se passava, olhei ao redor e as pessoas estavam normais, eu já não sabia mais se realmente tinha acabado de acontecer; meio que perdi a noção de tempo espaço e me dei conta que estava parada no meio da rua, pronta para ser atropelada. Não sei se alguém viu o que se passou, olhava para as pessoas e não aparentavam estranheza, eu estava muito confusa, não gritei, não tive reação, algumas lágrimas saíram dos meus olhos, porém fazia força para pensar o que tinha que fazer naquela hora.

Consegui acabar de atravessar a rua, olhei mais uma vez ao redor, e nada. Resolvi vir embora para casa, tentar encontrar o celular (tinha instalado nele um dispositivo anti-furto), contar para o Gui o que se passou e trocar todas as minhas senhas. Quando cheguei em casa, todo o meu auto-controle foi pro brejo, acho que todos os sentimentos que venho guardando nesta semana se juntaram e comecei a chorar muito e espernear, como criança. O Gui, tentou me abraçar e eu não deixei. Até que consegui me acalmar um pouco e fomos atrás do celular. Para meu maior desespero, o programa anti-furto, estava instalado, mas não configurado (não sei se ia adiantar tê-lo configurado, mas seria menos uma cagada minha no dia).

Agora estou com raiva de mim, que deixou o celular onde eu sabia que não era seguro, que não gritei quando percebi que o celular tinha sido roubado (aqui no metro, presenciei pessoas ajudando umas as outras em caso de roubo e talvez, quem sabe, isso pudesse ter me ajudado), que fui a aula quando não queria ir, que não verifiquei se o programa estava em ordem. Estou com raiva da pessoa que me roubou o celular e que vai vender por uma micharia. Raiva das pessoas que, se viram, não fizeram nada para me ajudar. Raiva da desigualdade social que existe no mundo todo. Raiva do ser humano. Raiva! E, tristeza.

Sei que não adianta ficar assim, nem ficar lamentando, afinal: “era só um celular” e não vai me fazer tanta falta e muito menos vou morrer por isso. Mas a sensação de ter algo tomado de você é terrível. Não adianta que eu, nem que as pessoas fiquem me perguntando: “mas se sabia que era inseguro porque deixou o celular lá?”. A resposta é simples: “porque deixei, oras; já fui roubada e agora ficam algumas lições, que acredito que eu já sabia, porém ignorava. Ou queria poder las ignorar”. Infelizmente batedores de carteira existem no mundo todo, desde os tempos mais antigos; já escrevia sobre os pequenos batedores de carteira Charles Dickens em Oliver Twist, que fora publicado em 1838.

Queria poder mudar o mundo, melhorar algumas situações difíceis de vida - como a falta de empregos e desigualdade sociais, pobreza em que as pessoas vivem. Mas sei que é totalmente impossível! Enquanto isso, posso só comprometer-me a melhorar a mim mesma e o que há ao meu redor e está ao meu alcance.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

La noche de los museos


Sábado tivemos uma noite muito interessante aqui em Buenos Aires, fomos a alguns espetáculos em La noche de los museos (A noite dos museus). A noite dos museus acontece todos os anos da seguinte forma: a partir das 20:00 os museus, pontos turísticos e centros culturais da cidade ficam abertos para a visitação, com atividades e espetáculos montados especialmente para esta data. Este ano, algumas linhas de ônibus ficaram operando gratuitamente para os seguidores do evento, desde que os usuários do transporte estivessem portando um ticket fornecido nos locais visitados. Para podermos comparar, tem a mesma cara da Virada Cultural em São Paulo (a única que eu conheço no Brasil).

O primeiro espetáculo que escolhemos, foi o Tango en la terraza, no Museo Roca - Instituto de Investigaciones Históricas. Foi uma apresentação de bailarinos de tango e, em seguida, uma milonga (é como um baile de tango, não só para os profissionais no assunto). Estávamos atrasados, porém, chegamos em tempo de assistir um pouco de uma dupla apresentando-se. Desde que cheguei aqui, ainda não fui a um lugar para assistir tango - estou me devendo isso, mas pelo pouco que vi, achei os dançarinos muito bons. Algo me chamou a atenção nesta apresentação, foi a velocidade dos passos,  um tango bem lento e não tão agarrado e forte como os que tinha visto antes, pareceu-me mais elegante. Na milonga, assisti a muitos casais de mais idade se divertindo com a dança.

Saímos de lá com o guia do evento todo e alguns tickets da condução gratuita. Fomos direto para a Faculdad de Derecho y Ciencias Sociales, o segundo ponto escolhido. Estávamos atravessando a Avenida, em direção às escadas em que seriam  as duas apresentações escolhidas, às 21:00 em ponto, quando começou um som estrondoso; era o primeiro espetáculo programado para aquela noite, o grupo Bomba de Tiempo. Assim como começou, foi uma apresentação fantástica, de meia hora de duração, com todos os músicos muito bem coordenados nos instrumentos de percussão. Aproveitei o show e dancei bastante ao som dos rapazes, que achei, realmente, muito bom.

Logo em seguida, começou um espetáculo cheio de luzes e música eletrônica. Com projeções maravilhosas nas paredes e nas pilastras da Faculdade; a impressão que nos dava, eram panos que cobriam, descobriam e, giravam para um lado e para o outro aquelas pilastras enormes que ficam na porta de entrada do prédio. O jogo de luzes e sombras, acompanhado da música, foram os precursores para a entrada de um grupo de dança Brenda Angiel. A dança começou promissora na escadaria, um grupo de 10 ou 12 dançarinos começaram a apresentação com um tipo de dança contemporânea de rua; todo este antecedente nos levou a imaginar algo grande, agitado, acrobático ou mesmo com passes muito bem elaborados e definidos. E assistindo o a atuação do grupo, lá estávamos nós, esperando pelo “de repente isso vai mudar”, mas até o final da apresentação ficamos esperando, esperando o que não aconteceu. Enfim, os dançarinos deixaram o “palco” e a apresentação se encerrou com mais uma projeção maravilhosa, que nos trazia a ilusão de que o mar estivesse invadindo as escadarias. Foi um espetáculo muito bonito de luzes, sombras, música, porém a dança em si, deixou um pouco a desejar e foi meio cansativa.

Nos agilizamos em busca do próximo espetáculo, mas primeiro fomos tentar comprar empanadas. Disse tentar, porque não conseguimos, o caixa do lugar não tinha troco para $ 100,00, e nos pediu indelicadamente, que nós, os clientes, fossemos trocar o dinheiro para podermos comprar as empanadas dele. Na mesma hora, cancelamos o pedido e fomos pegar um ônibus para o próximo evento, que seria no bairro La Boca.

O primeiro ônibus que passou e aceitava o ticket do evento não parou, porque estava muito cheio, e assim foram mais dois ou três. Quando, finalmente, um que não estava tão cheio, pertencia aos ônibus que aceitavam os tais tickets; o motorista não quis aceitá-los, ele logo nos disse que o ticket que tínhamos não era aceito e que tinha que ser um outro. Estávamos descendo do ônibus, quando chegaram mais umas 7 pessoas com o mesmo ticket que o nosso; observamos e vimos que o mesmo se passou com eles, mas, eles começaram a discutir com o motorista e questioná-lo, dizendo que ele tinha que aceitar aquele papel. Conversa vai, conversa vem, foram feitas ligações para a empresa de ônibus, algumas pessoas começaram a descer do ônibus; e nós, enquanto esperávamos o próximo, também estávamos lá, prontos para ver o que aconteceria, se entraríamos ou não naquele ônibus. Enfim, o motorista fechou a porta do ônibus na nossa cara, colocou no letreiro do ônibus com o status fora de serviço e se mandou com o ônibus e as pessoas lá dentro. Juro que queria saber o que aconteceu...

No próximo ônibus que pegamos, somente mostramos o ticket e pronto (não tivemos nem que entregá-lo), até que enfim, nós estávamos rumo ao próximo espetáculo e ao La Boca a noite - na primeira vez que estive em Buenos Aires, o La Boca não me pareceu lá muito amigo de dia, imaginava como seria a noite. Descemos do ônibus cinco minutos atrasados para o início do evento, que já havia começado (pelo visto, aqui as coisas começam no horário, embora eu já tenha ouvido ao contrário de pessoas residentes a mais tempo); o som estava muito alto, todavia, bom; a iluminação estava linda, porém o foco daquela apresentação (Lluvia de arañas en el Riachuelo), em si, apesar de bonito, não me pareceu maravilhoso e esplendoroso, como havíamos lido nas críticas.

Já que estávamos ali no Bairro, fomos dar uma volta pelos outros museus. Gostei, porque passamos pelo Caminito, como sempre estava cheio. Vimos também a apresentação de um grupo que se apresenta no Carnaval, muito legal ver o jeito que eles dançam - enquanto nós sambamos mais no pé; o samba, o “remelexo” deles é nos ombros, com pisadas pesadas e marcando os passos no asfalto. E, compramos umas empanadas na padaria ali mesmo (algumas muitas horas depois).

Na volta, fomos para a fila do ônibus, que deu certo trabalho. Era meio bagunçado, as pessoas passavam pelo nosso lado e entravam no ônibus normalmente, sem ninguém reclamar que estavam furando fila. Daí, descobrimos que as pessoas que estavam na fila estavam esperando pelo próximo ônibus, em que conseguiriam sentar, por isso, não estavam brigando com os que passavam na frente pela lateral. Fomos em busca do nosso lugar em pé mesmo e adivinhem?! Mais uma vez a porta do ônibus fechou na nossa cara.
O segundo ônibus, pegou muito pouca gente, portanto, não entramos. Eu queria ir para o final da fila, o que não era justo com a gente porque já estávamos ali a um tempão, mas, ao mesmo tempo, não achava nada certo ficarmos ali na frente esperando o começo da “invasão”. Então, eu fui, e o Gui foi também. Chegou um terceiro ônibus, entramos, mas também em pé e muito amassados. Em algum momento o caminho, lemos o itinerário do ônibus na parede, e vimos que ele não passava pelo sentido oposto do mesmo ponto que tínhamos pego ele na ida - muito estranho não?! Após uma conversa rápida, convenci o Gui a descer antes e pegar outro ônibus que passasse mais perto de nossa casa. O Gui tinha dor nas costas, estava cansado, e queria ir embora rápido; eu também estava cansada. Mas o “outro” ônibus não passava...

Resolvemos ir andando em direção a San Telmo. O Bairro estava lindo, cheio de bares e Museus e Centro Culturais abertos. De San Telmo, fomos até a Plaza de Mayo, para então pegar um taxi. Lá, vimos o Caballito e a Catedral “acordados” às 3:00 da madrugada, estava lindo. Mas, começamos a nos empenhar em pegar um táxi, que foi mais uma loucura, porque todos estavam cheios, as pessoas passavam na nossa frente  na calçada, para pegar o táxi na nossa frente, sem se preocupar conosco (ou qualquer que fosse o outro). Enfim, pegamos o táxi de volta para casa, eu estava cansada, mas feliz. Por ter andado de novo por lugares que muito tinha gostado na cidade, ver que são lindos a noite, e que quiçá, ainda conseguimos andar por eles em dias normais sem eventos e de noite.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O encantado fim da terra encantada




O sol se pôs no mirante, uma vista linda! Pronto, agora estávamos prontos para voltar. No caminho de volta, paramos na cidade de Ibiocara, onde deixamos o Guia. E depois seguimos o caminho de volta à Mucugê. 



Estávamos com muita fome, pois não tínhamos almoçado, somente tínhamos comido os lanchinhos que havíamos levado na trilha. Além da fome que sentíamos, estávamos com muita vontade de jantar uma boa refeição, completa e típicamente caseira. Durante o caminho de volta, nossas atenções estavam voltadas para resolver esta questão: encontrar um restaurante que além de saciar nossa fome, saciasse nossa vontade de comer uma boa comida caseira. Conforme o carro avançava rumo a Mucugê, parecia que a nossa procura estava se tornando uma missão impossível.

Chegando à Mucugê, procuramos mais um pouco por um restaurante, mesmo dentro da cidade, não estava fácil encontrar o que queríamos. Foi quando decidimos "forrar" nosso estômago com um quiche na Doce Delícia; para, então, conseguirmos pensar melhor no que fazer, e o que "aljantar".


Como sempre, fomos muito bem recebidos lá, mesmo sujos e com caras esfomeadas. Enquanto comíamos, aproveitamos para pedir dicas, e tentar descobrir quais os restaurantes na cidade que poderiam saciar nossa fome. A Elis Regina, pensou um pouco e nos deu algumas dicas; porém todas as dicas que ela nos dava, não parecia nos servir - ou já tínhamos visto que o restaurante estava fechado, ou não nos agradava mesmo. Estávamos cada vez com mais desejo de uma comida caseira, e cada vez mais desencantados; pois, a cada tentativa, percebíamos que não encontraríamos o que desejávamos naquela noite, naquela cidade.

De repente, a Elis Regina, começou a falar rápido (como se estivesse pensando alto), a explicar que seria algo simples, tipo um franguinho, um arroz e um feijão. Quando ela parou, nos olhou e nos fez uma oferta irrecusável: faria um jantar para a gente, do jeito que queríamos, simples e caseiro. Foi uma surpresa muito grande para nós! Uma sensação de saciedade, de alívio - Bingo, encontramos exatamente o que procurávamos! Na hora, aceitamos a oferta (não perguntamos nem quanto sairia, se os quiches e doces dela eram magníficos, imagina um jantar feito especialmente para a gente). Acertamos o horário e os detalhes (como levar umas cervejas para tomar, pois não tinha cerveja para vender na Doce Delícia), e fomos para a pousada tomar banho.

Cerca de duas horas depois, conforme o combinado, estávamos nós quatro lá. Estávamos prontos, de banhos tomados e com nossa sacola plástica de cervejas nas mãos. O cheiro do jantar estava maravilho, a mesa estava posta para nós, delicadamente posta. Estávamos meio envergonhados, sem jeito, um misto de felicidade e gratidão; resumindo: estávamos muito contentes de poder desfrutar deste momento e famintos.


Bom, deixemos de conversa, e vamos ao que interessa! O cardápio do jantar era: frango grelhado, levemente tempeirado com alho, arroz, feijão, legumes no vapor e salada; tudo com um tempero bem leve, mas que dava para notar - acabo de almoçar e, mesmo assim, quando lembro do sabor da comida, me dá vontade de comê-la novamente.

Durante o jantar, como sempre conversamos muito, rimos muito até a hora de irmos embora. Esperem, não poderíamos ir embora assim, deixando passar a sobremesa... Escolhemos nosso doces e também comprarmos nosso café da manhã para o dia seguinte (partiríamos de volta para Salvador no ônibus às 5:00 da manhã, não daria tempo de tomarmos café da manhã no Hotel). No final do jantar, ficamos com a certeza de que foi melhor do que qualquer outra coisa que tivéssemos comido, em qualquer outro lugar.

Na caminhada de volta para o hotel, nos demos conta de que estava uma noite linda, estrelada, com a lua iluminado a cidade. Para nos despedirmos, ficamos ali mesmo no Hotel, onde tinha um mirante, em que ficamos conversando um pouco, admirando a paisagem e a Lua. Aqueles eram os últimos instantes juntos, na terra encantada da Chapada Diamantina - Bateu aquele sentimento que me aperta o coração em despedidas. Ao final, trocamos e-mails, palavras bonitas, abraços calorosos; tínhamos a certeza de que ali ficaram duas pessoas muito queridas, com quem passamos 4 dias intensos e muito gostosos juntos.

No dia seguinte, o Gui e eu acordamos muito cedo, fomos para a praça de Mucugê, de onde sairia nosso ônibus rumo a Salvador. O ônibus chegou na praça, embarcamos e partimos com ele. Como esperávamos, o ônibus era algo infernal; porque além de ser um ônibus pinga-pinga (que vai parando em muitas cidades), não reclinava a poltrona e não tinha ar condicionado (imaginem o calor que faz na Bahia em 24 de Dezembro?).

Enfim, depois da viagem árdua e cansativa, com tentativas vãs de dormir, chegamos à Salvador. A primeira coisa que fizemos, em Salvador, foi ir ao Albergue. Fizemos o check in, deixamos nossas coisas no quarto, tomamos um belo banho gelado e fomos dar uma volta na cidade. A cidade não estava lá muito agitada - também, dia 24 de Dezembro é véspera de natal, o que mais pode-se esperar? Porém, ainda assim, foi gostoso, resumiu-se em comer um acaragé, tomar cervejas, conhecer o Pelourinho, o Elevador Lacerda e a Praia da Barra.

Enquanto voltávamos ao Albergue, nos demos conta de que já era quase noite. Paramos em um supermercado próximo; compramos um pão, um pouco de salame, queijo e cervejas. Detalhe: esta foi nossa ceia de natal. Ah! Claro, não podia faltar a sobremesa: bombons sonho de valsa, um para cada.


Perto da meia noite, ligamos para as nossas mães e desejamos feliz natal. Pensamos em sair para algum lugar, alguma balada, mas acabamos por desanimar, a cidade parecia muito deserta. Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte, acordamos e partimos direto para o aeroporto. De lá saiu o vôo rumo ao Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Ao chegar no Rio, curtimos um pouco nossa casa, com só nós dois dentro, pois logo já começou a chegar parte da trupe de São José para o Reveillón.