O sol se pôs no mirante, uma vista linda! Pronto, agora estávamos prontos para voltar. No caminho de volta, paramos na cidade de Ibiocara, onde deixamos o Guia. E depois seguimos o caminho de volta à Mucugê.
Estávamos com muita fome, pois não tínhamos almoçado, somente tínhamos comido os lanchinhos que havíamos levado na trilha. Além da fome que sentíamos, estávamos com muita vontade de jantar uma boa refeição, completa e típicamente caseira. Durante o caminho de volta, nossas atenções estavam voltadas para resolver esta questão: encontrar um restaurante que além de saciar nossa fome, saciasse nossa vontade de comer uma boa comida caseira. Conforme o carro avançava rumo a Mucugê, parecia que a nossa procura estava se tornando uma missão impossível.
Chegando à Mucugê, procuramos mais um pouco por um restaurante, mesmo dentro da cidade, não estava fácil encontrar o que queríamos. Foi quando decidimos "forrar" nosso estômago com um quiche na Doce Delícia; para, então, conseguirmos pensar melhor no que fazer, e o que "aljantar".
Como sempre, fomos muito bem recebidos lá, mesmo sujos e com caras esfomeadas. Enquanto comíamos, aproveitamos para pedir dicas, e tentar descobrir quais os restaurantes na cidade que poderiam saciar nossa fome. A Elis Regina, pensou um pouco e nos deu algumas dicas; porém todas as dicas que ela nos dava, não parecia nos servir - ou já tínhamos visto que o restaurante estava fechado, ou não nos agradava mesmo. Estávamos cada vez com mais desejo de uma comida caseira, e cada vez mais desencantados; pois, a cada tentativa, percebíamos que não encontraríamos o que desejávamos naquela noite, naquela cidade.
Como sempre, fomos muito bem recebidos lá, mesmo sujos e com caras esfomeadas. Enquanto comíamos, aproveitamos para pedir dicas, e tentar descobrir quais os restaurantes na cidade que poderiam saciar nossa fome. A Elis Regina, pensou um pouco e nos deu algumas dicas; porém todas as dicas que ela nos dava, não parecia nos servir - ou já tínhamos visto que o restaurante estava fechado, ou não nos agradava mesmo. Estávamos cada vez com mais desejo de uma comida caseira, e cada vez mais desencantados; pois, a cada tentativa, percebíamos que não encontraríamos o que desejávamos naquela noite, naquela cidade.
De repente, a Elis Regina, começou a falar rápido (como se estivesse pensando alto), a explicar que seria algo simples, tipo um franguinho, um arroz e um feijão. Quando ela parou, nos olhou e nos fez uma oferta irrecusável: faria um jantar para a gente, do jeito que queríamos, simples e caseiro. Foi uma surpresa muito grande para nós! Uma sensação de saciedade, de alívio - Bingo, encontramos exatamente o que procurávamos! Na hora, aceitamos a oferta (não perguntamos nem quanto sairia, se os quiches e doces dela eram magníficos, imagina um jantar feito especialmente para a gente). Acertamos o horário e os detalhes (como levar umas cervejas para tomar, pois não tinha cerveja para vender na Doce Delícia), e fomos para a pousada tomar banho.
Cerca de duas horas depois, conforme o combinado, estávamos nós quatro lá. Estávamos prontos, de banhos tomados e com nossa sacola plástica de cervejas nas mãos. O cheiro do jantar estava maravilho, a mesa estava posta para nós, delicadamente posta. Estávamos meio envergonhados, sem jeito, um misto de felicidade e gratidão; resumindo: estávamos muito contentes de poder desfrutar deste momento e famintos.
Bom, deixemos de conversa, e vamos ao que interessa! O cardápio do jantar era: frango grelhado, levemente tempeirado com alho, arroz, feijão, legumes no vapor e salada; tudo com um tempero bem leve, mas que dava para notar - acabo de almoçar e, mesmo assim, quando lembro do sabor da comida, me dá vontade de comê-la novamente.
Bom, deixemos de conversa, e vamos ao que interessa! O cardápio do jantar era: frango grelhado, levemente tempeirado com alho, arroz, feijão, legumes no vapor e salada; tudo com um tempero bem leve, mas que dava para notar - acabo de almoçar e, mesmo assim, quando lembro do sabor da comida, me dá vontade de comê-la novamente.
Durante o jantar, como sempre conversamos muito, rimos muito até a hora de irmos embora. Esperem, não poderíamos ir embora assim, deixando passar a sobremesa... Escolhemos nosso doces e também comprarmos nosso café da manhã para o dia seguinte (partiríamos de volta para Salvador no ônibus às 5:00 da manhã, não daria tempo de tomarmos café da manhã no Hotel). No final do jantar, ficamos com a certeza de que foi melhor do que qualquer outra coisa que tivéssemos comido, em qualquer outro lugar.
Na caminhada de volta para o hotel, nos demos conta de que estava uma noite linda, estrelada, com a lua iluminado a cidade. Para nos despedirmos, ficamos ali mesmo no Hotel, onde tinha um mirante, em que ficamos conversando um pouco, admirando a paisagem e a Lua. Aqueles eram os últimos instantes juntos, na terra encantada da Chapada Diamantina - Bateu aquele sentimento que me aperta o coração em despedidas. Ao final, trocamos e-mails, palavras bonitas, abraços calorosos; tínhamos a certeza de que ali ficaram duas pessoas muito queridas, com quem passamos 4 dias intensos e muito gostosos juntos.
No dia seguinte, o Gui e eu acordamos muito cedo, fomos para a praça de Mucugê, de onde sairia nosso ônibus rumo a Salvador. O ônibus chegou na praça, embarcamos e partimos com ele. Como esperávamos, o ônibus era algo infernal; porque além de ser um ônibus pinga-pinga (que vai parando em muitas cidades), não reclinava a poltrona e não tinha ar condicionado (imaginem o calor que faz na Bahia em 24 de Dezembro?).
Enfim, depois da viagem árdua e cansativa, com tentativas vãs de dormir, chegamos à Salvador. A primeira coisa que fizemos, em Salvador, foi ir ao Albergue. Fizemos o check in, deixamos nossas coisas no quarto, tomamos um belo banho gelado e fomos dar uma volta na cidade. A cidade não estava lá muito agitada - também, dia 24 de Dezembro é véspera de natal, o que mais pode-se esperar? Porém, ainda assim, foi gostoso, resumiu-se em comer um acaragé, tomar cervejas, conhecer o Pelourinho, o Elevador Lacerda e a Praia da Barra.
Enquanto voltávamos ao Albergue, nos demos conta de que já era quase noite. Paramos em um supermercado próximo; compramos um pão, um pouco de salame, queijo e cervejas. Detalhe: esta foi nossa ceia de natal. Ah! Claro, não podia faltar a sobremesa: bombons sonho de valsa, um para cada.
Perto da meia noite, ligamos para as nossas mães e desejamos feliz natal. Pensamos em sair para algum lugar, alguma balada, mas acabamos por desanimar, a cidade parecia muito deserta. Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte, acordamos e partimos direto para o aeroporto. De lá saiu o vôo rumo ao Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Ao chegar no Rio, curtimos um pouco nossa casa, com só nós dois dentro, pois logo já começou a chegar parte da trupe de São José para o Reveillón.
Perto da meia noite, ligamos para as nossas mães e desejamos feliz natal. Pensamos em sair para algum lugar, alguma balada, mas acabamos por desanimar, a cidade parecia muito deserta. Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte, acordamos e partimos direto para o aeroporto. De lá saiu o vôo rumo ao Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Ao chegar no Rio, curtimos um pouco nossa casa, com só nós dois dentro, pois logo já começou a chegar parte da trupe de São José para o Reveillón.
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